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Paraná Notícias

Desde 1997

Diretor e Editor: Wilson Vidotto Bidu

Organização Paranaense de Comunicação

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A profissão
escolhida

Além da atividade profissional buscamos objetivos claros, a melhoria dos outros e da sociedade.

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Carlos Veiga*

Uma das maiores felicidades que sinto no exercício de minha profissão, é quando já pela manhã, me dirigindo para o trabalho, me deparo com um algum ex-cliente  (problemático à época que o conheci), orgulhoso com o

uniforme de alguma empresa onde está empregado, e este, com um largo sorriso ao me rever, me dirigindo a palavra, dá aquele, “Bom Dia!”, que se denota: ser o mesmo, espontâneo e sincero, como a me dizer nas entrelinhas: “Viu? Eu venci...!”. A alegria é recíproca. Ganha-se o dia.

Penso comigo: o que lhe ocorrera no passado, certamente fora mais um daqueles erros de percurso dentro da sociedade (que muitas das vezes, não nós dá oportunidades para que mostremos o nosso valor), que não teve aquele olhar mais cuidadoso para com os nossos jovens na idade certa. Mas que ele, sabe-se lá como, conseguiu a tudo isto se superar e se recuperar.

 

Outra situação igualmente de felicidade e que se poderia ser destacada neste artigo, é aquela de encontrar um casal dentro do mercado, por exemplo, que há tempos atrás queria o divórcio.

E que, mesmo tudo estando já convencionado, acerca da destinação dos bens (móveis e imóveis), da guarda e direito de visitas aos filhos, bem como, do valor a ser pago de pensão alimentícia, consegui dissuadir a não prosseguir com “o plano”. Apesar do aparente “prejuízo próprio” o “nó górdio” fora desatado após breves esclarecimentos, fazendo o meu papel de, primeiro tentar a reconciliação, pedindo tão somente que “tirassem o pé do acelerador”, com um pouco mais de reflexão sobre tal decisão que certamente geraria grandes repercussões.

Tais encontros, com ex-clientes ou apenas consulentes, só me deixam a certeza de que nesta vida, “nem tudo, é o dinheiro!”. E basta que se ame a profissão escolhida, que se tenha como objetivos claros, a melhoria dos outros e da sociedade, que tudo o mais lhe vem por acréscimo, até o dinheiro. E como diria o meu ex-cliente e saudoso radialista, Paulo Ubiratan Campos de Carvalho: “- Trabalhador, Trabalhadora: pense nisto!”.

(*) Carlos Fernandes da Veiga – Advogado.                                                                  ATIVIDADE: Atua como advogado em Cambé e região. Foi analista judiciário da Justiça do Trabalho.  VOLUNTARIADO: Atua no Movimento “Comunidade Alerta” de Cambé. Foi presidente da Associação dos Advogados e representante da Ordem dos Advogados, em Cambé.  FORMAÇÃO: UEL – Direito, ADESG / UniFil - Pós Graduação.            

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