
DESDE 1963
Tempo Raiz
OURO VERDE
A agricultura impulsionou os anos de 1960 e 1970 como o motor da economia. Um sucesso da cafeicultura que promoveu o comércio e a indústria. Criando um ambiente positivo para o Paraná.
Wilson Vidotto Bidu
Jornalista Editor

OURO VERDE
Jornalista Wilson Vidotto Bidu


O sucesso da cafeicultura promoveu o comércio e a indústria. Criando um ambiente positivo para o Paraná
O Brasil sempre conciliou a Zona Rural com a Cidade. É um país grande, nas décadas de 1940 e 1950, já tinha um grande contingente de lavradores e agricultores em atividades que comandavam, em grande parte, a economia do comércio regional. Uma riqueza gerada pelo café.
O Sucesso do café
A agricultura impulsionou os anos de 1960 e 1970 como o motor da economia. Um sucesso da cafeicultura que promoveu o comércio e a indústria. Criando um ambiente positivo para o Paraná.
Cambé e as demais cidades estavam no auge do café. O comércio crescia em função das pessoas que trabalhavam no trato da cafeicultura e, principalmente, na venda do café criando divisas para os agricultores e para o Brasil.
A economia cresceu com a produção e venda do café. Vindo atrair a instalação em Cambé de 16 bancos, filiais dos principais bancos do Brasil.
1º Parque Industrial de Cambé
Na época houve a instalação do 1º Parque Industrial de Cambé, nas décadas de 1960 e 1970. Que contou com 59 indústrias em funcionamento no Município de Cambé, oferecendo trabalho para cerca 3.000 empregados nas indústrias. Segundo a publicação “Cambé em Dados” de 1977, a indústria em Cambé passou a ser a atividade que mais contribuía para o valor total da economia do Município.
Foi na administração do prefeito Archimedes Mozer que começou de fato o processo de desenvolvimento e industrialização de Cambé, quando ele assumiu a Prefeitura Municipal de Cambé no dia 01 de Fevereiro de 1969.
O trabalho de captação de indústrias para Cambé iniciado na administração de Archimedes Mozer, contava como Chefe de Gabinete Dr. Antônio Waldemar Garcia, que veio a ser o próximo prefeito na época.
Nesse período foi articulado um plano para buscar indústrias em outros municípios, no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, entre outros estados.
A Municipalidade de Cambé, na época, oferecia incentivos para a implantação de novas indústrias, sendo a doação de terrenos, isenções de impostos fiscais estabelecidos pela Lei nº 86/71. Ainda mais, orientação técnica, assistência e encaminhamento aos órgãos competentes. Reunindo assim, a infraestrutura completa para implantação de indústrias no Município de Cambé.
Publicado em 15 de Outubro 2016

Cambé e as demais cidades estavam no auge do café

No dia 18 de julho de 1975, a geada negra acabou com os cafezais, não restou nada. Atingindo outras culturas
Prefeitos da Industrialização
Todo o trabalho de instalação do 1º Parque Industrial de Cambé aconteceu no período de 1969 a 1982 através das administrações: Dr. Archimedes Mozer (1969 a 1972); Dr. Antonio Waldemar Garcia (1973 a 1976); Dr. Roberto Conceição (1977 a 1979); e Dr. Jehovah Almeida Gomes (1979 a 1982).
O surgimento das indústrias veio dinamizar e proteger a economia de Cambé, criando uma maior demanda de mão de obra.
Geada Negra de 1975
Os agricultores do Paraná foram surpreendidos no dia 18 de julho de 1975, com a geada negra que acabou com os cafezais, não restou nada. Atingindo outras culturas. Provocando assim a retirada de quase 100% dos cafezais. Com isso surgiu a diversificação agrícola no lugar dos cafezais.
Após a Geada Negra houve um êxodo rural expulsando o homem do campo para a cidade, transformando o lavrador rural em Bóias Frias.
A volta do café depois da crise
Depois dos anos de crise na cafeicultura. Assim como, tudo que é bom renasce. Com o café, não foi diferente, hoje o café brasileiro buscou qualidade e inovação, e continuou gerando divisas para o Brasil.
